Postado por Coordenação FIAR em 16/maio/2023 - Sem Comentários
LIRA, Iasmim Cavalcanti Caballero . Arte, infância e práticas pedagógicas na Educação Infantil: narrativas de professoras de Arte. 2021. 172f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2021.
RESUMO:
Minha prática como professora de Arte e as diversas inquietações advindas do contato com as crianças pequenas me impuseram a necessidade de ampliar conceitos e práticas envolvidos no trabalho com arte na Educação Infantil, pois as especificidades dessa etapa educacional demandam conhecimentos que não estão presentes no currículo de licenciatura em Arte. Observando as crianças, atentando para os modos próprios de se expressarem e avaliando as propostas que eu lhes oferecia, fui provocada a refletir sobre outras formas de equacionar educação, arte e infância, perguntando-me: quais as relações possíveis entre Arte e Pedagogia? O que define os papéis do professor de referência de um grupo e o professor de arte? O que os aproxima e/ou distancia? A pesquisa foi conduzida a partir desses contextos e dessas questões. Para desenvolvê-la, realizei um levantamento das produções sobre o tema, analisando os trabalhos apresentados nas reuniões nacionais de duas associações de pesquisa, uma de Educação e outra de Arte: Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED) e Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP), e também fui ao encontro de professoras de arte, para ouvir suas narrativas sobre concepções e práticas na Educação Infantil. A partir de minhas memórias de formação, articulo questões apontadas por colegas professores de arte (com os quais tive contato através de um fórum virtual em um curso de Especialização em Ensino de Artes Visuais) e prossigo, no diálogo com autoras do campo da Arte e da Pedagogia (tais como Albano, Ostetto, Rangel, Holm, Vecchi), para, então, estabelecer um campo de significados sobre a temática e sustentar teoricamente a pesquisa. Considerando o contexto de isolamento físico, imposto pela pandemia causada pelo novo coronavírus, para a produção de dados utilizei-me do dispositivo “conversa virtual”. Em busca de narrativas que acolhessem dados experienciais sobre concepções e práticas docentes com arte na infância, conversei, em um encontro coletivo via plataforma digital, com seis professoras com formação em Arte que atuam ou atuaram na Educação Infantil. O encontro foi gravado, seu conteúdo transcrito e as narrativas docentes foram textualizadas. A partir de chaves de leituras, constituídas no exercício de percorrer atentamente as narrativas, foram identificados temas que possibilitaram compor um diálogo com as questões da pesquisa: “concepção de criança”, “estar juntos: princípio pedagógico”, “materiais e suportes”, “arte com os maiores”, “produtos e exposições”, “processos e experiências”, “expectativas x realidade” “relação professores(as) de arte/pedagogos(as)” e “professores(as) de arte na Educação Infantil”. Destaco, nas reflexões, questionamentos e vislumbres de caminhos para um diálogo mais coerente entre os campos da Arte e da Educação Infantil.
PALAVRAS-CHAVE: Arte na Educação Infantil, Docência em arte na educação infantil, Formação estética, ateliê, Arte e Pedagogia
Postado por Coordenação FIAR em 16/maio/2023 - Sem Comentários
MELLO, Graziela Ferreira de. No álbum da memória: a cidade, a infância de professoras e a formação estética. 2021. 174f. Dissertação (Mestrado em Educação)- Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2021.
RESUMO:
Na legislação da Educação Infantil, os princípios estéticos figuram como diretrizes para a elaboração das propostas pedagógicas em creches e pré-escolas. Sendo assim, pensar a formação estética de professores que trabalham com as infâncias é uma demanda importante. A presente pesquisa pretende contribuir para a discussão sobre tal formação: ao tomar a cidade como campo de formação estética, investiga como o contato com os espaços da cidade em que um grupo de professoras cresceu, atuou em sua percepção e formação. Que espaços da cidade frequentavam quando crianças? Os equipamentos culturais e artísticos foram presentes em seus percursos? Que relações e experiências vividas com/na cidade consideram importantes para a formação de sua sensibilidade estética? A partir das memórias da autora com a sua cidade, atravessadas por imagens fotográficas capturadas pelas lentes de seu avô, a pesquisa vai em busca de narrativas docentes, para colocar em diálogo essas experiências e ampliar seus sentidos na jornada de formação. Com o aporte teórico-metodológico das abordagens (auto)biográficas e narrativas, os dados foram produzidos por meio de encontros com cinco professoras de Educação Infantil que atuam na cidade de Niterói/RJ e que passaram suas infâncias nesta cidade. Os encontros, marcados pela reinvenção, imposta pelos tempos pandêmicos que atravessamos, configuraram-se como conversas pelas janelas virtuais: para escutar as histórias de infância com/na cidade, as conversas foram realizadas via plataforma digital, em momentos diferentes, com cada uma das professoras. Buscou-se amplificar possibilidades de rememoração e narrativas de si por meio de imagens fotográficas da cidade e/ou das participantes na cidade. Gravadas e posteriormente transcritas, as conversas foram textualizadas e, inspiradas na escrita benjaminiana, principalmente no conjunto de textos Infância em Berlim por volta de 1900, foram organizadas em fragmentos de narrativas, pequenas crônicas. As histórias com/na cidade, capturadas na leitura atenta das narrativas partilhadas, foram entrelaçadas, constituindo fios de sentidos que revelam percursos de formação estética atravessados por diferentes espaços (de arte, de cultura ou junto à natureza), intimamente relacionados aos grupos de convívio a que pertencem e às suas práticas sociais, como frequentar um clube, brincar o Carnaval, participar de manifestações populares, ir à praia e a parques públicos.
PALAVRAS-CHAVE: Formação estética na cidade, Cidade e memória, Infância e cidade, Formação de Professores, Narrativas Autobiográficas.
Postado por Coordenação FIAR em 16/maio/2023 - Sem Comentários
NIMRICHTER, Ana Clara. O que (quase) não se vê: olhares de infâncias na natureza. 2020. 142 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2020.
RESUMO:
Onde está a natureza em nossa vida cotidiana? E na vida das crianças? Como as crianças experienciam a natureza? Como seus corpos reverberam ao sentir suas texturas, a descobrir suas infinitas camadas de sentido? Como vivem a relação com os elementos da natureza – folhas, terra, águas, plantas, pedras, estrelas, tudo o que há ao nosso redor? Estas intrigas impulsionaram-me à pesquisa, desejando investigar as relações e as percepções das crianças com e sobre a natureza. Observar como interagem com as áreas verdes disponíveis na instituição que frequentam; capturar seus olhares sobre a natureza revelados em fotografias produzidas por elas no processo de pesquisa; ouvi-las acerca das experiências em ambientes naturais e sobre suas produções fotográficas e, por fim, produzir com as crianças um Diário da Natureza, foram os objetivos traçados que sustentaram a travessia da pesquisa. Para desenvolver os objetivos propostos, contei com a colaboração de cinco crianças, com idades entre os quatro e cinco anos, que frequentavam uma unidade de educação infantil pública federal na cidade de Niterói/RJ. A metodologia fundou-se na pesquisa-intervenção (JOBIM E SOUZA, 2006) e na teoria dialógica (GERALDI, 2012), trazendo atenção às especificidades da pesquisa com crianças (PEREIRA, 2015) e à utilização de fotografias como dispositivo de geração de dados (FRANGELLA, MOTTA, 2013). Observei os tempos em que as crianças estavam nas áreas verdes, disponíveis na instituição, buscando capturar olhares, movimentos, gestos, expressões infantis na natureza, ou seja, perceber formas de interação das crianças com os espaços e os elementos que compunham tais áreas. Fotografias, realizadas com e pelas crianças, as notas de campo e a criação de um Diário da Natureza – um portfólio pessoal, onde os registros fotográficos ganharam vida, na composição com desenhos, pinturas e colagens de elementos naturais – constituíram o conjunto de dados. Além dos conceitos trazidos por pesquisadores que discutem as relações entre infâncias e mundo natural (LOUV, 2016; PIORSKI, 2016,2018; TIRIBA, 2018), a pesquisa buscou inspiração nas infâncias dos povos e comunidades tradicionais indígenas e quilombolas e dialogou com teóricos que propõem uma visão integrada e orgânica do ser humano com o planeta. (BENITES, 2015; KRENAK, 2019; SANTOS, 2016; MARTINS, 2015). A análise do material reunido revelou uma visão de natureza bastante ampla, marcada por um olhar infantil que duvida do óbvio, imagina mundos, ilumina frestas, fiapos e pequenas nuances de luz e sombra. Ao lhes ser proposto que fotografassem a natureza, as crianças não procuraram evidências, mas enxergaram e criaram magia em seus cotidianos, buscando, ao fotografar, enquadrar seus lugares de intimidade e a cumplicidade de rostos queridos: os amigos, os brinquedos, os cantinhos, os espaços afetivos que marcam a memória do corpo e do coração. Fugindo de uma lógica adulta e linear, mostraram o que (quase) não se vê: a natureza está em qualquer lugar – em pessoas, em coisas, em plantas, no que for. Os meninos e a menina participantes da pesquisa mostraram que, na prática, ainda há crianças que se aventuram na natureza e nela encontram o prazer de brincar.
PALAVRAS-CHAVE: infância e natureza; Diário da Natureza; pesquisa com crianças; fotografia, brincadeira; imaginação; experiência estética.
Postado por Coordenação FIAR em 23/out/2020 - Sem Comentários
BOMFIM, Patrícia Vieira. Na profusão de gestos, os corpos falam de modos de ser e de se relacionar na creche. 2020. 245 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2020.
RESUMO:
A relação corporal entre adultos e bebês no berçário é o foco desta tese, que teve como objetivo geral identificar e analisar as narrativas sobre/com o corpo tecidas nas relações entre professoras e bebês no cotidiano de uma creche. Referenciado, sobretudo, na Psicologia/Filosofia walloniana e na Antropologia/Sociologia/Psicologia lebretoniana, o corpo é compreendido como materialidade viva, que pensa, sente, age e interage; produtor de sentidos, atua de forma ativa nos contextos culturais e sociais nos quais transita. Os dados, advindos da observação de um grupo de 14 bebês com suas quatro professoras, foram gerados por meio de registros escritos e fotográficos, focando diferentes momentos da rotina em um berçário de uma creche pública municipal do interior mineiro. A produção fotográfica, compartilhada e apreciada pelas docentes em encontros com a pesquisadora, serviu para mobilizar olhares sobre o corpo e impulsionar as narrativas. Além do conteúdo narrativo produzido, o diálogo mediado pelas fotografias evidenciou um grande interesse das docentes em compartilhar o vivido, falando de suas intenções e desejos (realizados ou não). O material foi sistematizado em três grandes eixos analíticos, a saber: “Os corpos nos entremeios de tintas e coreografias coordenadas”, “Nos gestos do corpo: as emoções” e “Corpo, natureza e cultura”, compostos cada qual por Episódios que apresentam, além das imagens, narrativas da pesquisadora e das docentes colocadas em diálogo. A análise aponta para múltiplos aspectos, dentre eles: 1) nas narrativas corporais tecidas entre professoras e bebês, foi possível identificar uma profusão de gestos, que revelaram relações ora aproximadas, ora distanciadas, tanto dentro quanto fora da sala de referência. O olhar atento e acolhedor das professoras aos gestos, às fisionomias, às expressões e aos movimentos dos bebês foi determinante para as relações aproximadas e interações positivas; 2) observar e fotografar os corpos em relação na creche possibilitam ampliar ideias sobre o desenvolvimento humano em uma perspectiva fundada na cultura e nas potencialidades da criança e menos no processo linear e cronológico do tempo imposto pela rotina; 3) intimamente imbricadas nas práticas das professoras com os bebês, as ações de educar e cuidar mostraram-se ainda pautadas em uma polarização arraigada no contexto investigado; o enfrentamento de tal polarização passa, também, pelo reconhecimento e pela qualificação dos inúmeros gestos docentes, que exigem corpos disponíveis, empáticos e com vigor físico para articular, diariamente, a indissociabilidade dos objetivos educar e cuidar; 4) os estudos de Henri Wallon permanecem relevantes para as pesquisas com/no cotidiano das creches e pré-escolas, sobretudo pelo conceito de psicogênese da pessoa concreta que desenvolve e pelo enfoque que dá à afetividade nos primeiros anos de vida; 5) o acesso às materialidades, advindas da natureza e da cultura, ampliam os repertórios sensoriais e lúdicos como, também, aproximam os corpos; e, por fim, 6) mobilizar o olhar das professoras pelas imagens das suas próprias práticas provocou indícios de reflexividade sobre temas como: corpo, potencialidades das crianças e atuação docente na Educação Infantil, revelando uma estratégia metodológica possível e fecunda para a formação continuada de educadores.
Palavras-chave: Corpos, Creche, Professoras, Bebês, Formação Continuada
Postado por Coordenação FIAR em 18/jun/2020 - Sem Comentários
Artigo apresentado por Ana Clara Ribeiro Nimrichter (2019)
RESUMO
O trabalho, apresentado no V Seminário Luso-Brasileiro de Educação Infantil (SP, 2019), tem por base a pesquisa de mestrado em andamento, a qual busca investigar relações e percepções das crianças com e sobre a natureza no contexto da Educação Infantil. Atentando-se às particularidades dos olhares infantis e das múltiplas linguagens na pesquisa com crianças, a fotografia é utilizada como principal fonte de produção de dados. Ao traçar um panorama do percurso metodológico assumido, o texto apresenta questões e desafios que a autora, na condição de pesquisadora-poeta-aprendiz, vai experienciando e se apropriando para discutir a temática.
Palavras-Chave: Pesquisa com crianças; Fotografia; Infância e natureza; Olhares infantis
Postado por Coordenação FIAR em 26/dez/2019 - Sem Comentários
Artigo apresentado por Monique de França Peixoto da SILVA.
Trabalho de iniciação científica apresentado no VII Seminário Vozes da Educação e publicado no E-Book do seminário (2019).
Resumo: Este artigo é resultado do projeto de iniciação científica, vinculado ao projeto de pesquisa “Espaços de formação docente: memórias e narrativas estéticas”, que teve por objetivo identificar como ocorre o processo de formação estético-artística de futuros professores, a partir da análise dos memoriais de formação produzidos por 29 estudantes do Curso de Pedagogia. Inspirada teórico-metodologicamente na dinâmica constitutiva do “ateliê biográfico de projeto” e em uma “Pedagogia da autonomia”, o processo da pesquisa trouxe diversas propostas expressivas (pintura, cantigas, danças, fotografias, desenhos), que aguçaram as diferentes linguagens dos estudantes, através do fazer com o corpo todo, a partir de uma escuta sensível, acolhendo as diferenças. Este processo culminou nas narrativas de si, nas quais não só os discentes contam sua história, como refletem sobre ela, trazem à consciência processos e experiências marcados nessa história de formação das sensibilidades e que podem ser ressignificados. Identificando momentos que se fizeram essenciais para a construção do seu eu sensível, (re)pensam sobre momentos primordiais que os fizeram abandonar “dimensões lúdicas” tão inerente à própria natureza humana. Através da análise dos dados obtidos, no decorrer desta pesquisa foi possível entender como o processo escolar tem adormecido corpos, brincadeiras, sensibilidades, criatividade e expressão dos estudantes, mas também como é fundamental abrir espaços para refletir sobre isso e projetar alternativas, no percurso de formação docente. Além disso, ficou evidente os limites do curso de formação de professores, que em seu currículo ainda está bastante aquém na preocupação de propor espaços de experiências estéticas. Contudo, a universidade é apontada com um importante papel: como espaço de cultura e como ponte com a cultura e a arte, trabalhando no sentido de reintegração, e potencialização, das linguagens expressivas do futuro professor. Palavras-chave: Formação estética; formação de professores; arte; curso de Pedagogia
Postado por Coordenação FIAR em 26/dez/2019 - Sem Comentários
Autoria: MELLO, Graziela; LIRA, Iasmim. Artigo apresentado no VII Seminário Vozes da Educação e publicado no E-Book do seminário (2019).
Resumo: Este trabalho parte de inquietações de duas artistas-educadoras que trabalham com as infâncias, na escola e na educação infantil. Nosso lugar de fala parte do campo da arte e se amplia em reflexões suscitadas pelas pesquisas e pelos estudos que estamos realizando como mestrandas do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF) e como integrantes do Círculo de Estudos e Pesquisa Formação de Professores, Infância e Arte (FIAR), da mesma universidade. Nesse contexto, colocamos em diálogo a arte, a educação e as infâncias, tomando como interlocutoras duas autoras, uma artista que trabalhou com crianças em oficinas, Anna Marie Holm, e outra profissional das artes que atua na Educação Infantil numa cidade italiana, Vea Vecchi. Com elas, vamos concluir que é necessário rever nossa prática enquanto artistas-educadoras que se propõem a trabalhar com a infância.
Palavras-chave: Educação. Arte. Infâncias. Formação estética.
Postado por Coordenação FIAR em 26/dez/2019 - Sem Comentários
Autoria: MAIA, Marta. Artigo apresentado no VII Seminário Vozes da Educação, publicado no E-Book do Seminário (2019)
Resumo: Partindo da pergunta sobre os marcos e datas que compõem nossas memórias de infância, esse texto se propõe a apresentar uma análise sobre como o calendário, que muitas vezes constitui os currículos das escolas, pode ser construído a partir dos interesses e fatos das vidas das crianças. A análise se vale da experiência de formação denominada “FIAR com… memorações – marcos e datas da infância”, na qual os participantes foram convidados a rememorar sua infância. A partir dos registros e narrativas efetivou-se uma reflexão sobre o quanto a criança não tem centralidade nos currículos que primam por seguir calendário oficial, de cunho civil e religioso. O texto se organiza apresentando o encontro, que teve como proposta trazer a experiência estética com centralidade e a memória como fator formativo e transitou de uma análise convencionalmente teórica para uma abordagem sensível sobre o tema do currículo organizado por datas. Apresenta uma argumentação sobre a relação entre currículo, calendário e datas; sobre a memória e a narrativa como constituintes da formação e do conhecimento; expõe a coletânea dos registros e narrativas produzidos no encontro, trazendo-os como dados de análise sobre as memórias de infância, categorizando-as como marcos, situações que marcaram pontualmente, e as lembranças de fases de suas vidas; discorre sobre a possibilidade de um currículo construído com e a partir dos sujeitos, desenvolvendo formas de se observar e se organizar no tempo tomando como referência as crianças, suas vidas, suas histórias. Palavras-chave: memórias – calendário – infância.
Postado por Coordenação FIAR em 26/dez/2019 - Sem Comentários
Autoria: OSTETTO, L.; MAIA, M. CALLAI, C.
Artigo apresentado no VII Seminário Vozes da Educação. Publicado no E-Book do Seminário (2019).
Resumo: O Círculo de Estudo e Pesquisa Formação de Professores, Infância e Arte – FIAR, tematiza a formação docente no entrelaçamento da arte e das infâncias, voltando seu interesse e sua atuação para processos formativos e práticas pedagógicas no âmbito da Educação Básica, especialmente da Educação Infantil. No espaço do presente artigo, trazemos para compartilhar o que temos fiado coletivamente no campo da extensão, articulando forma e conteúdo, pensamento, concepções e realizações; propostas de encontros e partilhas que se colocam como convite ao público interno e externo à universidade, de modo aberto e gratuito. Trata-se de um projeto-ação que denominamos FIAR com…, impulsionado pela compreensão de que outros modos de fazer a formação continuada docente – que passe pela experimentação, pela pesquisa, pela possibilidade e liberdade da palavra, do movimento, da expressão, da criação – é exigência do tempo presente.
Palavras-chave: Narrativa. Formação docente. Formação estética.
Postado por Coordenação FIAR em 26/dez/2019 - Sem Comentários
Autoria: Patrícia Vieira Bonfim; Luciana Esmeralda Ostetto.
Resumo: Este texto focaliza narrativas corporais de professoras e bebês nos espaços e tempos de uma creche pública. No que se refere à metodologia, os dados foram gerados por meio de registros escritos e fotográficos visando capturar cenas de professoras e bebês em interação. Em um segundo momento foram realizados encontros com as docentes para conversas e análises sobre as cenas visíveis nos registros fotográficos suscitando narrativas outras. Os resultados revelaram que, em rotinas automatizadas focadas na realização de atividades fragmentadas, os corpos contidos das professoras e os corpos expandidos dos bebês desencontram-se, despotencializando as relações.
Palavras-chave: Narrativas corporais; Interações adultos e bebês; Creche.