Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários
Autoras: Ana Clara Nimrichter e Luciana E. Ostetto. Acesse aqui
Palavras-chave: Criança e natureza; Educação Infantil; Fotografia; Pesquisa com crianças
Ativar sentidos, apurar silêncios e aprender a escutar as múltiplas linguagens das crianças foram princípios-guias da pesquisa que teve por objetivo investigar relações e percepções de crianças com e sobre a natureza. Partindo da observação de suas formas de interação com as áreas verdes disponíveis na instituição de Educação Infantil que frequentavam, este estudo buscou capturar os olhares das crianças sobre a natureza, revelados em fotografias produzidas por elas no processo de pesquisa, ouvindo-as acerca das suas experiências em ambientes naturais e sobre suas produções fotográficas. Os olhares e os saberes de meninos e meninas de 4 a 5 anos de idade, participantes da proposta, emergiram no terreno dialógico da investigação e, como conteúdos narrativos, foram acolhidos e visibilizados por meio de expressões diversas. A despeito do que os adultos (quase) não veem como/na natureza, as crianças enxergam em seus cotidianos pequenas doses de magia, em ângulos inesperados, recheados de cumplicidade entre si. Compondo cantinhos de memória, as crianças vivificam objetos peculiares em interações brincantes com folhas, pedras, terra e água.
Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários
Autoras: Luciana E. Ostetto, Maria Assunção Folque e Isabel Bezelga. Acesse clicando aqui
Formação Estética. Arte. Narrativas Docentes.
As dimensões interculturais implicadas na profissão docente requerem que não se descuide das dimensões estéticas nos cursos de formação de professores e educadores, reconhecendo a necessidade de aprendizagem no campo das linguagens expressivas, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. Perpassando tais questões, o artigo discute dados da investigação que teve entre seus objetivos analisar a presença das dimensões estética e cultural nos currículos de formação docente para a educação infantil e nos percursos de professores em formação inicial da Universidade de Évora (PT). O traçado teórico-metodológico contou com a realização de encontros-ateliês com os estudantes-professores, como espaço-tempo de tecer memórias e narrativas sobre percursos de formação estética. O exercício de rememorar situações que marcaram a educação de sua sensibilidade, mediado pelo contato com múltiplas linguagens ao longo dos encontros-ateliês, projetou narrativas que permitiram-nos identificar elementos-chave dos processos de educação estética ao longo da vida e, com eles, refletir que os cursos de formação docente devem garantir espaço-tempo para experimentação, expressão, criação. Para além de aulas de arte isoladas, a importância de cultivar articuladamente sensibilidade e pensamento, memória e novas experiências, no contato com a natureza, a cultura, a arte, foi referendada.
Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários
OSTETTO, Luciana Esmeralda. Texturas da prática: narrativas de uma pedagoga sobre arte na formação docente. Revista GEARTE, [S. l.], v. 8, n. 2, 2021. DOI: 10.22456/2357-9854.117514. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/gearte/article/view/117514.
Educação e arte. Formação estética docente. Narrativas autobiográficas. Formação de professores. Curso de Pedagogia.
Como um mapa de saberes-fazeres desenhado com as marcas da memória de uma pedagoga, o artigo fala sobre experiências fertilizadas no encontro da educação com a arte, pelos territórios da docência e da pesquisa. A matéria advinda da rememoração de tempos, espaços, repertórios e práticas que constituem a história de formação e atuação profissional da autora dá a ver concepções e princípios sobre a presença da arte nos cursos de formação de professores, particularmente no curso de Pedagogia. Uma direção assumida no mapa traçado: a necessidade de desenhos curriculares que respeitem e acolham o professor em sua inteireza, que ofereçam espaço para a criação e a narrativa de si.
Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários
OSTETTO, Luciana; BRITO-SILVA, Greice; BIBIAN, Simone; MAIA, Marta.
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Palavras-chave: Formação Estética. Educação Antirracista. Museu e Educação. Arte e Pandemia. Curadoria Virtual.
Este artigo narra e analisa o movimento de ocupação-formação virtual produzido por um grupo de pesquisa que tematiza arte, infância e formação docente e que, no contexto pandêmico, perguntou-se: Seria possível tecer encontros de sensibilidades no distanciamento, na virtualidade? Apostando que sim, na página do grupo no Facebook, foi criada uma ação que, no diálogo com a arte, propunha diariamente publicações-convites para sentir-pensar-fazer. A organização das propostas exigiu o exercício de curadoria, compreendida como ação de selecionar e de organizar forma e conteúdo da publicação, o que implica pesquisar repertórios e teorias, assim como definir critérios para as escolhas. O acesso às publicações deu-se majoritariamente por professoras de Educação Infantil, que interagiam na página deixando-se provocar nos modos de olhar e revelavam esses movimentos nas narrativas compartilhadas. O percurso experimentado indicou não só a pertinência, mas também a urgência de se fazer formação reinventando tempos e espaços, acolhendo desafios e incertezas.
Postado por Coordenação FIAR em 16/nov/2025 - Sem Comentários
Como um desdobramento da pesquisa que colocou em diálogo educação infantil, arte, cultura e formação docente no território do extremo leste da cidade de São Paulo, este artigo visibiliza narrativas de práticas docentes que ultrapassam os muros da escola e caminham com as crianças ao (re)encontro com a arte e a cultura na periferia paulistana. Assumindo o caminhar como ato estético (Labbucci, 2013) e as abordagens (auto)biográficas (Bragança, 2018; Delory-Momberger, 2012; Josso, 2004) como mapas para o percurso teórico-metodológico, seguiu-se pelos caminhos da memória para localizar e organizar (guar)dados – como registros escritos, peças audiovisuais e fotografias – que contam histórias de experiências estéticas compartilhadas com crianças de uma Escola Municipal de Educação Infantil, no bairro Cidade Tiradentes, entre 2015 e o início de 2021. A caminhada, por veredas físicas e da memória, possibilitou a composição de um inventário poético, no qual as belezas do fundão da periferia da Zona Leste foram amplificadas, com a intensidade de encontros que só o andarilhar no território educativo-cultural, com as crianças, poderia oferecer. No inventário, constituído com imagens e palavras, elementos de um projeto de formação estética são enunciados, reafirmando que a arte, na Educação Infantil, precisa ter a força da formação estética, (con)fiada na escuta – das crianças e do território.

Postado por Coordenação FIAR em 16/nov/2025 - Sem Comentários
Saiu o volume 3 de 2025 da RIAE: “Formação docente, Educação Infantil e Arte: Mobilizar Sentidos, Desvelar Belezas”!
Esta edição, organizada pelas Professoras Doutoras Luciana Ostetto (UFF), Adrianne Guedes (UNIRIO) e Luciane Goldberg (UFC), convida professoras/es, pesquisadoras/es e estudantes a repensarem a Educação Infantil pela via da estética, da sensibilidade e da potência da arte. É um dossiê que fala de formação docente com imaginação, cuidado, criação e beleza, entendida não como enfeite, mas como força que move, sensibiliza e transforma práticas educativas.
Os textos vêm de pesquisadoras/es do Brasil e de outros países, compondo uma paisagem diversa, sensível e cheia de caminhos possíveis para pensar uma pedagogia mais viva, crítica e poética.
É um dossiê feito de encontros, entre universidade, escola, arte e infância, e está lindo, potente e cheio de inspiração
Já está disponível no site da RIAE!
https://www.e-publicacoes.uerj.br/riae/issue/view/3400

Postado por Coordenação FIAR em 16/nov/2025 - Sem Comentários
Palavras-chave: Registro, Documentação Pedagógica, Educação Infantil
Resumo
Este relato de experiência busca refletir sobre o ato do registro do educador da Educação Infantil, uma escrita permeada por suas observações e com suas provocações sobre as vivências junto às crianças de uma escola pública do município de Niterói/RJ, com crianças na faixa etária de 3 a 5 anos. Destacamos o registro escrito e fotográfico das interações das crianças com a argila e as sensações que foram manifestadas na experiência sensorial como possibilidade de partilhar o vivido, contextualizando a narrativa, mas também projetando situações pedagógicas desafiadoras, visto que a revisitação do cotidiano vivido junto às crianças é fundamental para refletir sobre o passado, e repensar as próximas ações, ou seja, planejar. Nesse processo, avaliar a organização do trabalho pedagógico aparece como uma das práticas essenciais da docência. Como recorte metodológico utilizamos a pesquisa narrativa (auto) biográfica em educação.
Postado por Coordenação FIAR em 29/out/2025 - Sem Comentários
DE MELLO, GRAZIELA FERREIRA; SILVA, Greice Duarte de Brito; NEVES, Maria Helena Helena Dantas dos Santos. OCUPAÇÃO VIRTUAL: DA FIAÇÃO DE PROPOSTAS À TRAMA ANTIRRACISTA. Revista Interinstitucional Artes de Educar, [S. l.], v. 7, n. 1, p. 571–585, 2021
O presente texto apresenta a ocupação virtual desenvolvida por três fiandeiras-pesquisadoras, entre maio e setembro de 2020, na ação “Fiar com o FIARi na quarentena”. Realizada na página do grupo de pesquisa no Facebook, comoalternativa para suscitar o diálogo com professores e interlocutores diversos em tempos de suspensão, durante a crise da COVID-19. Da proposta “Fiar com propostas de educação antirracista”, destaca-se o papel da curadoria educativa e das narrativas (auto) biográficas como possibilidade de formação e ampliação de repertórios. Na direção de pedagogias vitais, a curadoria de conteúdo e forma inspirou outras estratégias interativas, ajudando a ressignificar afetos individuais e coletivos, tão importantes no caminho de engajamento contra o racismo.
Inscrito no diretório do CNPq como FIAR – Círculo de Estudo e Pesquisa Formação de professores, Infância e Arte. http://fiar.sites.uff.br/
Postado por Coordenação FIAR em 16/maio/2023 - Sem Comentários
SILVA, Greice Duarte de Brito. Poéticas negras, formação e prática docente na educação infantil: arte e estética (empre)tecidas. 2022. 282f. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2022.
RESUMO:
Histórias, bordadas pelas vivências da negritude, re-existem nesta tese, pelos sentidos da memória. Irrompem a partir da poética de mulheres-artistas negras, caracterizada pela beleza descolonizada, vívida e fértil, que vem de Oxum, orixá-símbolo do poder feminino. No coração da pesquisa, encontram-se as artes visuais de Rosana Paulino, as escrevivências de Conceição Evaristo, as cirandas de Lia de Itamaracá, dentre outras que incorporam culturas negras. Neste compasso, analisa a contribuição das poéticas de artistas negras para a formação docente, sob a perspectiva da relação entre estética, arte e vida, que pela opção decolonial endossa a construção de subjetividades desmascaradas (GOMEZ e MIGNOLO, 2012; ACHINTE, 2013; 2017). Processos de formação docente, compreendidos a partir das histórias de vida e de narrativas autobiográficas (JOSSO, 2010, entre outros), foram relacionados aos saberes ancestrais: como sankofa, símbolo traduzido pela volta ao passado em busca do que se esqueceu, e o poder da oralidade, na tradição viva (BÂ, 1982). Tecida pelas veredas de uma metodologia errante (OSTETTO, 2019) e sob o cenário pandêmico, a pesquisa utilizou fer- ramentas digitais para a produção de dados: a) formulário online, pelo qual uma consulta a professores e professoras da Educação Infantil da rede pública do município de Niterói/RJ permitiu delinear um mapa dos hábitos culturais, com o conhecimento de artistas, espaços e/ou manifestações culturais relacionadas às tradições africanas, afro-brasileiras e/ou cenários socioculturais do negro no Brasil; b) cinco encontros-ateliês narrativos, via comunicação por vídeo, com seis professoras autodeclaradas negras, que dentre as respondentes, aceitaram o convite à interlocução. Como um aquilombamento, a experiência de estar juntas, partilhando histórias e memórias, com suas dores e belezas, transversa ao encontro com a/na Arte e Cultura Negras, expandiu-se em um campo formativo. O ato de compartilhar poéticas negras, abriu um campo dialógico fértil com as professoras: o espaço para relatos de experiências de vida, provocados pelos saberes-fazeres de artistas negras, mostrou-se importante para um fazer/fazer-se liber- tário. As narrativas evidenciaram tempos, territórios, figuras de ligação, vivências culturais, objetos biográficos das docentes e princípios estruturantes de discursos pedagógicos. Revelaram, também, como uma escuta sensível, que considera princípios éticos, políticos e estéticos, pode conduzir a novas situações pedagógicas, ampliando o trabalho com ERER na Educação Infantil. Incluir manifestações artístico-culturais, dar a conhecer artistas e espaços culturais que inserem o indivíduo negrodescendente como profissional das Artes Visuais, Teatro, Dança e Música, são ações que podem desencadear outros gestos, imagens e linguagens, fortalecendo perspectivas participativas e antirracistas. Nessa direção, os encontros-ateliês narrativos, foram validados como proposta metodológica de formação docente: ampliam a experiência com as linguagens artísticas e, quando mediados pelo contato com poéticas de artistas negros e negras, intensificam o conhecimento acerca da arte e cultura negras, permitem apurar os significados de pertencimento étnico-racial e alargar repertórios estéticos docentes. Confiar na poética de mulheres-artistas negras, como guia de um processo de pesquisa- formação, reafirmou a experiência estética como processo cotidiano, tecido com os fios de uma estética que expressa um desejo de significar a vida pela opção decolonial, no exercício de libertação de subjetividades que desloca a consciência de ser, de sentir, de pensar, de ver, de narrar-se. Uma estética que ajuda a (empre)tecer à docência com crianças pequenas, acolhendo as diferenças, com dignidade e confiança, mesmo em condições críticas.
PALAVRAS-CHAVE: Formação Estética Docente, Educação Infantil, Professoras Negras, Poética e Estética Negras, Abordagens (Auto) biográficas
Postado por Coordenação FIAR em 16/maio/2023 - Sem Comentários
BIBIAN, Simone. Professoras das infâncias e museus de arte: tecendo encontros, entrelaçando saberes na rede. 2022. 282f. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2022.
RESUMO:
Esta pesquisa se propôs a identificar e discutir o lugar que os saberes e as narrativas de docentes das infâncias ocupam e/ou poderiam ocupar nas ações educativas dos museus de arte. Buscando uma nova forma de aproximação entre museu e escola, e privilegiando a abertura de espaços de diálogo, onde as múltiplas dimensões formativas (saberes acadêmicos, práticas, experiências, sonhos, memórias) pudessem ser acolhidas, a metodologia proposta foi sustentada na ideia de conversar com professoras de educação infantil. Inspirada em Walter Benjamin (1987), nos pressupostos teórico-metodológicos das abordagens (auto)biográficas e das histórias de vida e formação (JOSSO, 1999; BRAGANÇA, 2008 e 2012; DELORY-MOMBERGER, 2016; PASSEGGI, 2011), a pesquisa contou com a colaboração de nove professoras de Educação Infantil da Rede Pública de Niterói e compreendeu duas etapas: encontros individuais (online), para conversar sobre os temas que circulam na pesquisa proposta – percursos que as levaram à docência, seus contatos com a cultura, a arte na escola, museu e arte brasileira do século XIX; ateliê (online), configurado como um projeto de formação, formulado a partir das narrativas dos encontros. O projeto de formação, chamado “Olhares Múltiplos – ateliê artístico e poético”, desenvolvido como segunda etapa da pesquisa, utilizou como dispositivos o podcast e o grupo de discussão via Facebook, tendo como fio condutor as obras de arte brasileiras do século XIX que, nos encontros online realizados, foram mais citadas pelas professoras. Dos achados, a tese discute como a formação estética proposta se entrelaçou com narrativas autobiográficas, trazendo novas possibilidades de diálogo com docentes da infância; as reverberações do contato das professoras com a arte e a potencialidade do uso das novas tecnologias, no caso o podcast e o Facebook, como dispositivos que podem sustentar propostas de formação que articulam educação e arte. Práticas e concepções que aparecem nas narrativas das professoras, sobre arte na escola, também foram matéria de discussão e análise. Por fim, buscando responder à pergunta fundante da pesquisa – O que pode o museu aprender com docentes da educação infantil sobre acolher crianças em seus espaços? – uma lista com as “Dez lições que as professoras ensinam aos museus” foi elaborada. Ao propor a formação estética de professores e professoras das infâncias e as possibilidades de contribuição do museu e das novas mídias para a ampliação de seus repertórios artístico-culturais, espera-se que esta pesquisa amplie a discussão sobre as possibilidades de entrelaçamento de saberes, levando em conta, também, as dificuldades impostas pela pandemia.
PALAVRAS-CHAVE: Educação museal, Educação Infantil e Arte, Formação Estética de Professores, Educação e novas mídias, Pesquisa na pandemia.