Arquivo da Categoria "Publicações"

Texturas da prática: narrativas de uma pedagoga sobre arte na formação docente

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

OSTETTO, Luciana Esmeralda. Texturas da prática: narrativas de uma pedagoga sobre arte na formação docente. Revista GEARTE[S. l.], v. 8, n. 2, 2021. DOI: 10.22456/2357-9854.117514. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/gearte/article/view/117514.

Palavras-chave: 

Educação e arte. Formação estética docente. Narrativas autobiográficas. Formação de professores. Curso de Pedagogia.

Resumo

Como um mapa de saberes-fazeres desenhado com as marcas da memória de uma pedagoga, o artigo fala sobre experiências fertilizadas no encontro da educação com a arte, pelos territórios da docência e da pesquisa. A matéria advinda da rememoração de tempos, espaços, repertórios e práticas que constituem a história de formação e atuação profissional da autora dá a ver concepções e princípios sobre a presença da arte nos cursos de formação de professores, particularmente no curso de Pedagogia. Uma direção assumida no mapa traçado: a necessidade de desenhos curriculares que respeitem e acolham o professor em sua inteireza, que ofereçam espaço para a criação e a narrativa de si.

PELAS JANELAS VIRTUAIS: HISTÓRIAS DE ARTE E FORMAÇÃO FIADAS NA QUARENTENA

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

OSTETTO, Luciana; BRITO-SILVA, Greice; BIBIAN, Simone; MAIA, Marta.

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Palavras-chave: Formação Estética. Educação Antirracista. Museu e Educação. Arte e Pandemia. Curadoria Virtual.

Resumo

Este artigo narra e analisa o movimento de ocupação-formação virtual produzido por um grupo de pesquisa que tematiza arte, infância e formação docente e que, no contexto pandêmico, perguntou-se: Seria possível tecer encontros de sensibilidades no distanciamento, na virtualidade? Apostando que sim, na página do grupo no Facebook, foi criada uma ação que, no diálogo com a arte, propunha diariamente publicações-convites para sentir-pensar-fazer. A organização das propostas exigiu o exercício de curadoria, compreendida como ação de selecionar e de organizar forma e conteúdo da publicação, o que implica pesquisar repertórios e teorias, assim como definir critérios para as escolhas. O acesso às publicações deu-se majoritariamente por professoras de Educação Infantil, que interagiam na página deixando-se provocar nos modos de olhar e revelavam esses movimentos nas narrativas compartilhadas. O percurso experimentado indicou não só a pertinência, mas também a urgência de se fazer formação reinventando tempos e espaços, acolhendo desafios e incertezas.

Caminhar com as crianças: Exercício de liberdade ao encontro do território artístico-cultural da periferia paulistana

Postado por Coordenação FIAR em 16/nov/2025 - Sem Comentários

VILELA GOMES, Laís; OSTETTO, Luciana Esmeralda. Caminhar com as crianças:: exercício de liberdade ao encontro do território artístico-cultural da periferia paulistana. Revista Teias, Rio de Janeiro, v. 26, n. 81, 2025

Palavras-chave: crianças e território, prática docente, caminhar como ato estético, narrativas autobiográficas

Resumo

Como um desdobramento da pesquisa que colocou em diálogo educação infantil, arte, cultura e formação docente no território do extremo leste da cidade de São Paulo, este artigo visibiliza narrativas de práticas docentes que ultrapassam os muros da escola e caminham com as crianças ao (re)encontro com a arte e a cultura na periferia paulistana. Assumindo o caminhar como ato estético (Labbucci, 2013) e as abordagens (auto)biográficas (Bragança, 2018; Delory-Momberger, 2012; Josso, 2004) como mapas para o percurso teórico-metodológico, seguiu-se pelos caminhos da memória para localizar e organizar (guar)dados – como registros escritos, peças audiovisuais e fotografias – que contam histórias de experiências estéticas compartilhadas com crianças de uma Escola Municipal de Educação Infantil, no bairro Cidade Tiradentes, entre 2015 e o início de 2021. A caminhada, por veredas físicas e da memória, possibilitou a composição de um inventário poético, no qual as belezas do fundão da periferia da Zona Leste foram amplificadas, com a intensidade de encontros que só o andarilhar no território educativo-cultural, com as crianças, poderia oferecer. No inventário, constituído com imagens e palavras, elementos de um projeto de formação estética são enunciados, reafirmando que a arte, na Educação Infantil, precisa ter a força da formação estética, (con)fiada na escuta – das crianças e do território.

Dossiê: Formação docente, educação infantil e arte: mobilizar sentidos, desvelar belezas

Postado por Coordenação FIAR em 16/nov/2025 - Sem Comentários

OSTETTO, Luciana; GUEDES, Adrianne; GOLDBERG, Luciane. EDITORIAL. Revista Interinstitucional Artes de Educar[S. l.], v. 11, n. 3, p. 4–6, 2025. DOI: 10.12957/riae.2025.95181.

Saiu o volume 3 de 2025 da RIAE: “Formação docente, Educação Infantil e Arte: Mobilizar Sentidos, Desvelar Belezas”!

Esta edição, organizada pelas Professoras Doutoras Luciana Ostetto (UFF), Adrianne Guedes (UNIRIO) e Luciane Goldberg (UFC), convida professoras/es, pesquisadoras/es e estudantes a repensarem a Educação Infantil pela via da estética, da sensibilidade e da potência da arte. É um dossiê que fala de formação docente com imaginação, cuidado, criação e beleza, entendida não como enfeite, mas como força que move, sensibiliza e transforma práticas educativas.

Os textos vêm de pesquisadoras/es do Brasil e de outros países, compondo uma paisagem diversa, sensível e cheia de caminhos possíveis para pensar uma pedagogia mais viva, crítica e poética.

É um dossiê feito de encontros, entre universidade, escola, arte e infância, e está lindo, potente e cheio de inspiração

Já está disponível no site da RIAE!
https://www.e-publicacoes.uerj.br/riae/issue/view/3400

Experiências telúricas na educação infantil: rastros da documentação pedagógica [Relato de experiência]

Postado por Coordenação FIAR em 16/nov/2025 - Sem Comentários

CALLAI, Cristiana; MALTOS, Miriam; FERNANDES, Stéfany. Experiências telúricas na Educação Infantil: Rastros da documentação pedagógica. Zero-a-seis, Florianópolis, v. 25, n. 48, p. 1078-1093, jul./dez. 2023.

Palavras-chave: Registro, Documentação Pedagógica, Educação Infantil

Resumo
Este relato de experiência busca refletir sobre o ato do registro do educador da Educação Infantil, uma escrita permeada por suas observações e com suas provocações sobre as vivências junto às crianças de uma escola pública do município de Niterói/RJ, com crianças na faixa etária de 3 a 5 anos. Destacamos o registro escrito e fotográfico das interações das crianças com a argila e as sensações que foram manifestadas na experiência sensorial como possibilidade de partilhar o vivido, contextualizando a narrativa, mas também projetando situações pedagógicas desafiadoras, visto que a revisitação do cotidiano vivido junto às crianças é fundamental para refletir sobre o passado, e repensar as próximas ações, ou seja, planejar. Nesse processo, avaliar a organização do trabalho pedagógico aparece como uma das práticas essenciais da docência. Como recorte metodológico utilizamos a pesquisa narrativa (auto) biográfica em educação.

OCUPAÇÃO VIRTUAL: DA FIAÇÃO DE PROPOSTAS À TRAMA ANTIRRACISTA

Postado por Coordenação FIAR em 29/out/2025 - Sem Comentários

DE MELLO, GRAZIELA FERREIRA; SILVA, Greice Duarte de Brito; NEVES, Maria Helena Helena Dantas dos Santos. OCUPAÇÃO VIRTUAL: DA FIAÇÃO DE PROPOSTAS À TRAMA ANTIRRACISTARevista Interinstitucional Artes de Educar[S. l.], v. 7, n. 1, p. 571–585, 2021

O presente texto apresenta a ocupação virtual desenvolvida por três fiandeiras-pesquisadoras, entre maio e setembro de 2020, na ação “Fiar com o FIARi na quarentena”. Realizada na página do grupo de pesquisa no Facebook, comoalternativa para suscitar o diálogo com professores e interlocutores diversos em tempos de suspensão, durante a crise da COVID-19. Da proposta “Fiar com propostas de educação antirracista”, destaca-se o papel da curadoria educativa e das narrativas (auto) biográficas como possibilidade de formação e ampliação de repertórios. Na direção de pedagogias vitais, a curadoria de conteúdo e forma inspirou outras estratégias interativas, ajudando a ressignificar afetos individuais e coletivos, tão importantes no caminho de engajamento contra o racismo.

Inscrito no diretório do CNPq como FIAR – Círculo de Estudo e Pesquisa Formação de professores, Infância e Arte. http://fiar.sites.uff.br/

Palavras-chave: educação antirracista, arte e pandemia, curadoria virtual

POÉTICAS NEGRAS, FORMAÇÃO E PRÁTICA DOCENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ARTE E ESTÉTICA (EMPRE)TECIDAS

Postado por Coordenação FIAR em 16/maio/2023 - Sem Comentários

SILVA, Greice Duarte de Brito. Poéticas negras, formação e prática docente na educação infantil: arte e estética (empre)tecidas. 2022. 282f. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2022.

RESUMO:

Histórias, bordadas pelas vivências da negritude, re-existem nesta tese, pelos sentidos da memória. Irrompem a partir da poética de mulheres-artistas negras, caracterizada pela beleza descolonizada, vívida e fértil, que vem de Oxum, orixá-símbolo do poder feminino. No coração da pesquisa, encontram-se as artes visuais de Rosana Paulino, as escrevivências de Conceição Evaristo, as cirandas de Lia de Itamaracá, dentre outras que incorporam culturas negras. Neste compasso, analisa a contribuição das poéticas de artistas negras para a formação docente, sob a perspectiva da relação entre estética, arte e vida, que pela opção decolonial endossa a construção de subjetividades desmascaradas (GOMEZ e MIGNOLO, 2012; ACHINTE, 2013; 2017). Processos de formação docente, compreendidos a partir das histórias de vida e de narrativas autobiográficas (JOSSO, 2010, entre outros), foram relacionados aos saberes ancestrais: como sankofa, símbolo traduzido pela volta ao passado em busca do que se esqueceu, e o poder da oralidade, na tradição viva (BÂ, 1982). Tecida pelas veredas de uma metodologia errante (OSTETTO, 2019) e sob o cenário pandêmico, a pesquisa utilizou fer- ramentas digitais para a produção de dados: a) formulário online, pelo qual uma consulta a professores e professoras da Educação Infantil da rede pública do município de Niterói/RJ permitiu delinear um mapa dos hábitos culturais, com o conhecimento de artistas, espaços e/ou manifestações culturais relacionadas às tradições africanas, afro-brasileiras e/ou cenários socioculturais do negro no Brasil; b) cinco encontros-ateliês narrativos, via comunicação por vídeo, com seis professoras autodeclaradas negras, que dentre as respondentes, aceitaram o convite à interlocução. Como um aquilombamento, a experiência de estar juntas, partilhando histórias e memórias, com suas dores e belezas, transversa ao encontro com a/na Arte e Cultura Negras, expandiu-se em um campo formativo. O ato de compartilhar poéticas negras, abriu um campo dialógico fértil com as professoras: o espaço para relatos de experiências de vida, provocados pelos saberes-fazeres de artistas negras, mostrou-se importante para um fazer/fazer-se liber- tário. As narrativas evidenciaram tempos, territórios, figuras de ligação, vivências culturais, objetos biográficos das docentes e princípios estruturantes de discursos pedagógicos. Revelaram, também, como uma escuta sensível, que considera princípios éticos, políticos e estéticos, pode conduzir a novas situações pedagógicas, ampliando o trabalho com ERER na Educação Infantil. Incluir manifestações artístico-culturais, dar a conhecer artistas e espaços culturais que inserem o indivíduo negrodescendente como profissional das Artes Visuais, Teatro, Dança e Música, são ações que podem desencadear outros gestos, imagens e linguagens, fortalecendo perspectivas participativas e antirracistas. Nessa direção, os encontros-ateliês narrativos, foram validados como proposta metodológica de formação docente: ampliam a experiência com as linguagens artísticas e, quando mediados pelo contato com poéticas de artistas negros e negras, intensificam o conhecimento acerca da arte e cultura negras, permitem apurar os significados de pertencimento étnico-racial e alargar repertórios estéticos docentes. Confiar na poética de mulheres-artistas negras, como guia de um processo de pesquisa- formação, reafirmou a experiência estética como processo cotidiano, tecido com os fios de uma estética que expressa um desejo de significar a vida pela opção decolonial, no exercício de libertação de subjetividades que desloca a consciência de ser, de sentir, de pensar, de ver, de narrar-se. Uma estética que ajuda a (empre)tecer à docência com crianças pequenas, acolhendo as diferenças, com dignidade e confiança, mesmo em condições críticas.

PALAVRAS-CHAVE: Formação Estética Docente, Educação Infantil, Professoras Negras, Poética e Estética Negras, Abordagens (Auto) biográficas

PROFESSORAS DAS INFÂNCIAS E MUSEUS DE ARTE: TECENDO ENCONTROS, ENTRELAÇANDO SABERES NA REDE

Postado por Coordenação FIAR em 16/maio/2023 - Sem Comentários

BIBIAN, Simone. Professoras das infâncias e museus de arte: tecendo encontros, entrelaçando saberes na rede. 2022. 282f. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2022.

RESUMO:

Esta pesquisa se propôs a identificar e discutir o lugar que os saberes e as narrativas de docentes das infâncias ocupam e/ou poderiam ocupar nas ações educativas dos museus de arte. Buscando uma nova forma de aproximação entre museu e escola, e privilegiando a abertura de espaços de diálogo, onde as múltiplas dimensões formativas (saberes acadêmicos, práticas, experiências, sonhos, memórias) pudessem ser acolhidas, a metodologia proposta foi sustentada na ideia de conversar com professoras de educação infantil. Inspirada em Walter Benjamin (1987), nos pressupostos teórico-metodológicos das abordagens (auto)biográficas e das histórias de vida e formação (JOSSO, 1999; BRAGANÇA, 2008 e 2012; DELORY-MOMBERGER, 2016; PASSEGGI, 2011), a pesquisa contou com a colaboração de nove professoras de Educação Infantil da Rede Pública de Niterói e compreendeu duas etapas: encontros individuais (online), para conversar sobre os temas que circulam na pesquisa proposta – percursos que as levaram à docência, seus contatos com a cultura, a arte na escola, museu e arte brasileira do século XIX; ateliê (online), configurado como um projeto de formação, formulado a partir das narrativas dos encontros. O projeto de formação, chamado “Olhares Múltiplos – ateliê artístico e poético”, desenvolvido como segunda etapa da pesquisa, utilizou como dispositivos o podcast e o grupo de discussão via Facebook, tendo como fio condutor as obras de arte brasileiras do século XIX que, nos encontros online realizados, foram mais citadas pelas professoras. Dos achados, a tese discute como a formação estética proposta se entrelaçou com narrativas autobiográficas, trazendo novas possibilidades de diálogo com docentes da infância; as reverberações do contato das professoras com a arte e a potencialidade do uso das novas tecnologias, no caso o podcast e o Facebook, como dispositivos que podem sustentar propostas de formação que articulam educação e arte. Práticas e concepções que aparecem nas narrativas das professoras, sobre arte na escola, também foram matéria de discussão e análise. Por fim, buscando responder à pergunta fundante da pesquisa – O que pode o museu aprender com docentes da educação infantil sobre acolher crianças em seus espaços? – uma lista com as “Dez lições que as professoras ensinam aos museus” foi elaborada. Ao propor a formação estética de professores e professoras das infâncias e as possibilidades de contribuição do museu e das novas mídias para a ampliação de seus repertórios artístico-culturais, espera-se que esta pesquisa amplie a discussão sobre as possibilidades de entrelaçamento de saberes, levando em conta, também, as dificuldades impostas pela pandemia.

PALAVRAS-CHAVE: Educação museal, Educação Infantil e Arte, Formação Estética de Professores, Educação e novas mídias, Pesquisa na pandemia.

ENTRE O VISÍVEL E O INVISÍVEL: TEMPOS E ESPAÇOS DA ARTE NAS NARRATIVAS DE PROFESSORAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Postado por Coordenação FIAR em 16/maio/2023 - Sem Comentários

MOTTA, Xênia Fróes da. Entre o visível e o invisível: tempos e espaços da arte nas narrativas de professoras da educação infantil. 2022. 237 f. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2022.

RESUMO:

Ouvir histórias e saber contar histórias, é uma arte, que se conserva no ato mesmo de contar e ouvir, contar e ouvir mais uma vez, e outra vez mais, como diz Benjamin (2010). O desejo de ouvir e (a)colher histórias de professoras de Educação Infantil, sobre suas experiências e práticas pedagógicas com a arte, foi o fio que teceu a pesquisa. O objetivo de identificar fundamentos do trabalho com a arte na educação infantil, mapeando e analisando referências teóricas e artísticas evocadas em narrativas docentes sobre suas práticas, guiou o percurso. Pelas trilhas das abordagens (auto)biográficas (ABRAHÃO, 2003; JOSSO, 2004; PASSEGGI; SOUZA; VICEN – TINI, 2011), entrelaçou arte, educação infantil, memórias, experiências, formação estética e narrativas docentes. A conversa de base dialógica (FREIRE, 1989; 1996) e a fotografia – como mediadora de rememorações (DELORY -MOMBERGER, 2014) e como narrativa visual (VIADEL; ROLDÁN, 2012; EGAS, 2017) –, foram tomadas como dispositivos de apoio ao tecer narrativo das experiências docentes. No contexto da pandemia de Covid -19, considerando a imposição do distanciamento, foram realizados quatro encontros, por meio de plataforma virtual, com três professoras de Educação In – fantil da Rede Municipal de Educação da cidade do Rio de Janeiro/ RJ, configurados como “conversas pelas janelas virtuais” (MELLO, 2021). As professoras foram convidadas a partilhar fotografias dos espaços em que atuam e, por meio delas, contar seus percursos e relação com a arte, na prática pedagógica, nos espaços habitados com as crianças. As conversas foram gravadas, transcritas, textualizadas e organizadas em cinco grandes grupos narrativos, constituídos, prioritariamente, com palavras e imagens (re)colhidas das narradoras – -participantes: retrato das professoras; diálogos sobre o cotidiano; espaços da prática docente em fotografias; escolhas estéticas; arte nas propostas e experiências partilhadas com as crianças. Com o conjunto de narrativas organizado, o estabelecimento de chaves de leitura permitiu traçar interpretações e considerações, ampliando o diálogo e a compreensão de pontos definidos como essenciais na temática pesquisada: conexões entre os objetos autobiográficos e as materialidades das salas de referência; modos de ver e fazer arte evidenciados nas paredes e murais; inventário de propostas, linguagens e materialidades; olhares e escutas sobre o que é arte; lastros formativos da pesquisa. Sobre a concepção de arte, as narrativas docentes apontam definições em palavras -chave: criação, expressão, emoção, produção, experimentação, sonho, estética, cultura. Sobre o trabalho com a arte na Educação Infantil, perpassa as narrativas uma ideia ampliada, que rompe com os cânones, por exemplo, das materialidades e das formas, da percepção do belo. Como dizem as professoras: arte não é só o quadro na parede, também é uma estamparia; não é só pintura, uso do pincel, é também literatura, manifestações populares, contação de história, composição com materiais não estruturados, além do estritamente artístico. O entrelaçamento de linguagens, observado pelos marcadores presentes nas fotografias das salas, assim como no testemunho docente, traz à luz a visão de que arte atravessa o cotidiano, está em tudo.

PALAVRAS-CHAVE: Arte na Educação Infantil, Dimensão estética do ambiente educativo, Conversa como dispositivo de pesquisa, Narrativas (auto) biográficas, Formação estética docente

ATELIÊS DE ESPAÇOS EFÊMEROS NA FORMAÇÃO ESTÉTICA DOCENTE: ATRAVESSAMENTOS E RESSONÂNCIAS

Postado por Coordenação FIAR em 16/maio/2023 - Sem Comentários

SILVA, Vilma Justina da. Ateliês de espaços efêmeros na formação estética docente: atravessamentos e ressonâncias. 2022. 345f. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2022.

RESUMO:

Com o objetivo de analisar a contribuição da organização de ateliês de espaços efêmeros, como dispositivos de formação estética docente, a pesquisa foi desenvolvida por meio da proposição de encontros-ateliês, com 13 estudantes do curso Mestre d’Educació Infantil (Graduação em Professor de Educação Infantil) da Universidade de Girona (ES), matriculadas na disciplina optativa ‘‘El taller em el primer ciclo d’Educació Infantil” daquela universidade. Os referenciais teórico-metodológicos que sustentaram a investigação, decorrem das abordagens autobiográficas (JOSSO, 2010; PAS – SEGGI, 2010), da perspectiva de ateliês como dispositivos formativos e da essencialidade do fazer a mão (OSTETTO e BERNARDES, 2015; OSTETTO, 2019) e da pesquisa baseada em artes, com a utilização da linguagem fotográfica, na perspectiva do foto-ensaio (ROLDÁN e VIADEL, 2012). A discussão sobre a dimensão estética, aspecto central na pesquisa, é traçada em diálogo com os estudos de Eisner (2008), Juanola e Calbó (2004), Juanola (2006), fundamentando uma visão mais holística deste campo, que considera a articulação entre cultura estética e artística, de modo a evitar fragmentações. Na base desta visão está a concepção de que a arte proporciona não apenas o refinamento dos sentidos, o desfrute das qualidades estéticas de tudo que nos rodeia, mas se transforma em chave que abre possibilidades para o reconhecimento do outro, impulsiona o conhe – cimento, o contato e a identificação com as diferentes culturas. O conceito de espaço efêmero de formação estética docente, um dos resultados do estudo, construído no diálogo com os campos da arte, da arquitetura e da educação, é enunciado como um ateliê expandido, sem base física fixada e sem fronteiras, no qual não apenas a atividade proposta é importante, mas o espaço em si, com suas propriedades, funciona como um dispositivo para ativar a experimentação de sensa – ções distintas das usuais, para provocar fruição na relação com os elementos disponíveis, fecundar sentimentos, pensamentos, intuições, sensações, em rupturas de sentidos. Neste quadro teórico e metodológico, o percurso da investigação aponta que a proposição de ateliês, como espaços efêmeros de formação estética, oportunizou o (re)encontro das estudantes-professoras com suas memórias estéticas. Desta maneira, a tese argumenta que a formação docente para a infância pode ser impulsionada por meio de propostas que articulam a dimensão ética, estética e política, no cultivo de exercícios de memória e do fazer à mão, com todos os sentidos, experimentados em espaços efêmeros, com a natureza, a arte e a cultura. A abertura para saberes e fazeres sensíveis, potencializa os processos formativos ao longo da vida, rearticulando-os à prática docente.

PALAVRAS-CHAVE: formação estética docente, espaços efêmeros de formação, educação infantil, Pedagogia e arte

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