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O museu na formação estética docente: Caminhos pela rede

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

Autoras: Luciana E. Ostetto e Simone Bibian

O artigo compõe a edição n° 9 (2025) da Revista Brasileira de Museus e Museologia, p. 117-139. Acesse aqui

Palavras-chave: Educação Museal; Formação Estética de Professores; Educação
Infantil; Podcast; Pandemia.

RESUMO
A concepção de museu de arte como espaço de conhecimento e, também, como espaço privilegiado para a formação estética de professores das infâncias, as abordagens (auto)biográficas e das histórias de vida e de formação e os estudos sobre mediação cultural e formação docente guiaram a pesquisa que dá base a este artigo. Desenvolvida no contexto pandêmico, a investigação privilegiou a escuta de professoras da Educação Infantil e, no diálogo entre educação e arte, foi encaminhada uma proposta de formação estética, denominada “Olhares Múltiplos: ateliê artístico e poético”. Respondendo aos desafios do distanciamento pandêmico, a referida proposta de formação foi desenvolvida online, por meio de dispositivos de mídia digital (podcast) e utilização das redes sociais, e teve como fio condutor o acervo de arte de um museu, acessado remotamente. Este artigo apresenta o processo e as narrativas docentes, os quais contribuem para perspectivar outras abordagens formativas, tecidas com o museu, pelas redes.

MODOS DE REGISTRAR A EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: NARRATIVAS DOCENTES

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

Autora: Miriam Nogueira de Maltos. Acesse aqui

Palavras-chave: Registro, Documentação Pedagógica, Educação Infantil, Práticas Docentes, Narrativas autobiográficas, Documentação

Resumo: Desenvolvida no âmbito da Linha de pesquisa Linguagem, Cultura e Processos Formativos (LCPF), no Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense, e vinculada ao Círculo de Estudo e Pesquisa Formação de Professores, Infância e Arte (FIAR), a pesquisa propõe o encontro-diálogo com professoras de Educação Infantil sobre o registro da prática pedagógica. O registro e a documentação pedagógica, conceitos basilares da fundamentação teórica e da interpretação dos dados da pesquisa, são estudados na perspectiva de sua compreensão aprofundada, cotejando referenciais nacionais e internacionais (Reggio-Children, 2021; Edwards; Gandini; Forman, 1999; Freire, 2023; Warschauer, 2017; Ostetto, 2018). Considerando o encontro como espaço polifônico, que fertiliza tempos de rememoração, reflexão e avaliação sobre a jornada de vida-formação-prática docente, tomou-se a entrevista narrativa (Jovchelovitch; Bauer, 2002) como inspiração para criar um lócus de compartilhamento de experiências e produção de relatos (auto)biográficos, tentando superar o esquema pergunta-resposta de entrevistas clássicas. As questões que impulsionaram a investigação – Como as professoras concebem e praticam o registro, na dinamicidade institucional? Qual o tempo-espaço que possuem para registrar? Onde aprenderam a registrar? O que dizem sobre registro e documentação pedagógica? -, pautaram os encontros, configurados no marco teórico-metodológico da pesquisa narrativa (auto)biográfica (Delory-Momberger, 2012; Josso, 2004; 2007; 2014 e 2009; Ostetto; Kolb-Bernardes, 2015; Passeggi, 2008; entre outros). Neste marco, a ação de dialogar com as professoras de Educação Infantil também mobilizou a pesquisadora a partilhar seus percursos como docente que faz do registro uma possibilidade de tecer memória e história. Desta maneira, o material (auto)biográfico foi (a)colhido por meio da abertura à escuta sensível (Rinaldi, 2016) das experiências – da pesquisadora e de outras duas professoras, que participaram das entrevistas narrativas. Realizadas em momentos e lugares distintos com cada uma das participantes, as entrevistas foram gravadas, transcritas e textualizadas. A leitura atenta, pausada e cuidadosa das narrativas, permitiu o aprofundamento e refinamento do olhar em repetidos processos de releitura, tal como indicado na base teórico-metodológica assumida. Assim, buscou-se tecer diálogos pelas vias interpretativas, para capturar sentidos, mapear caminhos trilhados com o registro no cotidiano educativo e dar a conhecer concepções e modos próprios de registrar. As experiências das professoras lançam luzes para as tipologias de registros que são produzidos no chão da escola e deixam ver que a formação inicial pouco contribuiu para a aprendizagem deste instrumento da prática docente. Indicam que há o desejo de refinar suas práticas no caminho mais sensível do pensar e do fazer, mas são raras as oportunidades de formação no próprio local de trabalho: buscam cursos e formações por conta própria, muitas vezes tendo que investir monetariamente. Das concepções vislumbradas, nota-se a preponderância do registro, pouco se fala de documentação pedagógica: registram na intenção de deixar marcado o que viveram em um dia, uma brincadeira, um acontecimento, uma proposta, uma história inventada. Como um testemunho visual destas vivências, os registros também são materialidades para a comunicação com as famílias, a escola e a comunidade escolar. Todavia, se as narrativas contam da percepção sobre a necessidade da observação, do registro e da reflexão sobre a ação pedagógica e as crianças, também denunciam que, dentro da escola, não há tempo para isso.

CAMINHAR É ENCONTRAR: INVENTÁRIO POÉTICO DA FORMAÇÃO ESTÉTICA PELA PERIFERIA DA ZONA LESTE PAULISTANA

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

Autora: Laís Vilela Gomes. Acesse aqui

Palavras-chave: Formação estética docente, Território educativo-cultural, Narrativas autobiográficas, Educação Infantil, Caminhar, Narrativa, Formação de professor

Resumo: Esta pesquisa-caminhante atravessa o território educativo-cultural da periferia da zona leste paulistana, para buscar-encontrar vestígios da formação estética docente, sobretudo relacionada à Educação Infantil. Desenvolvida no âmbito da Linha de pesquisa Linguagem, Cultura e Processos Formativos, do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense, e vinculada ao FIAR – Círculo de Estudo e Pesquisa Formação de Professores, Infância e Arte, teve por objetivo (re)conhecer elementos para um projeto de formação docente, a partir de um inventário de experiências estéticas da autora, vividas nos caminhos percorridos – como moradora, professora de Educação Infantil e coordenadora pedagógica – pelo território educativo-cultural da zona leste de São Paulo. Pelas trilhas das escritas de si, com os fundamentos das abordagens narrativas (auto)biográficas (Josso, 2007; 2010; Passeggi, 2010; Bragança, 2016) e do caminhar como ato estético (Labbucci, 2013), a pesquisa se fez em diálogo com a cidade. Com a periferia da cidade (D’Andrea, 2013) – seus cheiros, suas cores, seus sons, suas existências e (re)existências, sua vida. O ato de vasculhar os (guar)dados, matéria da memória – registros escritos, peças audiovisuais e fotografias de experiências compartilhadas com crianças e professoras da EMEI Professora Doraci dos Santos Ramos, no bairro da Cidade Tiradentes, entre 2015 até o início de 2021 -, fundou e sustentou a caminhada ao (re)encontro com a periferia. O caminhar, assumido também como dispositivo metodológico, se deu por meio de três passos-andarilhos: 1º Passo-andarilho: andanças, por vias da memória; 2º Passo-andarilho: compor um inventário poético de experiências estéticas vividas no território; 3º Passo-andarilho: (re)conhecer elementos para um projeto de formação estética docente. Depois de caminhar por veredas físicas e da memória e de inventariar poeticamente os (guar)dados – utilizando linguagens múltiplas, em especial fotografias, consideradas pensamento visual (Roldán, 2019; Egas, 2018) -, muitos espaços foram encontrados: o Centro de Assistência Social São Clemente; a Biblioteca Comunitária Solano Trindade; a Casa de Cultura Hip Hop Leste; o Centro de Referência de promoção da igualdade racial; praças, campo de futebol, vielas; um parquinho escondido com galinhas, a chácara de um comerciante no bairro com árvores frutíferas e flores. Rememorar, narrar e refletir sobre as experiências vividas, permitiu (re)conhecer que a periferia (re)existe com gente; homens, mulheres e crianças que, por meio da Arte, da Cultura e da Educação, constituem o que concebo como território educativo-cultural. Um território que pode contribuir para um projeto de formação estética docente, quando compreendemos a formação como relação: relação de cada docente consigo, com os outros, com o mundo. Uma relação que se faz passo a passo, no deslocamento: caminhando – com sentidos abertos, para desabituar olhares e criar oportunidade para diferentes encontros; caminhando – para ativar sentidos, descobrir e contemplar belezas que (re)existem nas brechas da periferia. A pesquisa afirma que é preciso caminhar para poder ver – e encontrar – o que está fora dos muros da escola, e se firma como uma atitude comprometida com tantas outras professoras que vivem a educação pública na periferia de São Paulo, especialmente as do fundão da Zona Leste.

ARTE, PEDAGOGIA E FORMAÇÃO DOCENTE: NARRATIVAS E TRAVESSIAS

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

Autora: Kamilla da SIlva Cunha. Acesse aqui

Palavras-chave: Pedagogia e Arte, Formação Estética Docente, Narrativas, Curso de Pedagogia, Pedagogia, Arte, Formação docente

Resumo: Como um chamado à travessia, a pesquisa de mestrado, fiada na Linha de Pesquisa “Linguagem, Cultura e Processos Formativos” do PPGEdu/UFF, trilha caminhos em busca de entrelaçamentos possíveis entre os cursos de Pedagogia e a arte. Tendo como ponto de partida a falta da arte localizada na trajetória escolar da pesquisadora e considerando os estudos que sinalizam essa falta nos cursos de formação docente, em âmbito nacional, o objetivo do trabalho é (re)conhecer oportunidades de formação artístico-culturais na travessia curricular de ex-estudantes do curso de Pedagogia da Universidade Federal Fluminense. Por meio de narrativas autobiográficas, busca perscrutar caminhos de formação estética singulares-plurais e, assim, as abordagens autobiográficas (Josso, 2004; Passeggi, 2008; Delory-Momberger, 2012) sustentam o quadro teórico-metodológico. Tecida com temas que atravessam teorias e práticas, memórias e experiências, arte e pedagogia, a pesquisa realiza um mapeamento de experiências de ex- estudantes de Pedagogia, consideradas significativas no desenvolvimento da formação estética, e que se constituíram como oportunidades de alargamento das sensibilidades. No emaranhar das narrativas, a pesquisa tem como base o diálogo, puxando os fios que convergem entre as experiências para a composição de análise a partir de três chaves de leitura que indicam os tempos, lugares e acontecimentos da dimensão estética no curso de Pedagogia, o alargamento das sensibilidades e as reverberações – no curso, na profissão e na vida. Entre narrativas e travessias, é possível localizar tempos e espaços que convidam o fazer artístico, a ampliação de sentidos, o contato com a natureza, a experiência nos museus e equipamentos culturais no currículo praticado no curso de Pedagogia em questão. No entanto, na composição do diálogo, é possível indicar a fragilidade dessas propostas de forma intencional no desenho curricular do curso e a necessidade de ampliar as possibilidades de um outro fazer na formação docente, na Pedagogia. As narrativas mostraram faltas e possibilidades, o gostoso e o desgostoso, momentos em que o coração palpita e outros em que fica adormecido. Nos caminhos de formação estética de ex-estudantes da Pedagogia, há danças, museus, bordados, pessoas, literatura, obras de arte, filmes, teatro, experiências que ecoam, produzindo movimentos, chamando partes anestesiadas do ser para a vida. Sinalizam um (per)curso por onde poderiam correr, para serem potencializadas, propostas de formação estética na universidade.

ENTRE PROSAS, GUARDADOS DE MEMÓRIA E EXPERIÊNCIAS DOCENTES: EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NA CRECHE

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

Autora: Maria Helena Dantas dos Santos Neves. Acesse aqui

Palavras-chave: ERER e bebes, Prática docente, Dimensão estética, Educação Infantil, Creche, Formação de professor, Arte

Resumo: Traçada na Linha de pesquisa Linguagem, cultura e processos formativos e no Círculo de estudo e pesquisa Formação de professores, Infância e Arte (FIAR), do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense, esta pesquisa tem (im)pulso na minha história de mulher negra, professora das infâncias, e no compromisso com uma Educação Infantil inclusiva e lúdica, que valorize a diversidade. Algumas inquietações impulsionaram a busca: o que narram professoras da Educação Infantil sobre suas práticas frente às questões étnico-raciais? Que acontecimentos e experiências destacam como positivos em seus fazeres com as crianças, na produção/vivência de uma educação estética antirracista? Essas questões foram articuladas ao objetivo de mapear possibilidades de trabalho com a educação para as relações étnico-raciais (ERER), em grupos de bebês na Educação Infantil, conversando com professoras e analisando implicações e ressonâncias da articulação com a dimensão estética. A investigação, que toma como base os aportes teórico-metodológicos das abordagens (auto) biográficas e segue pelas trilhas da conversa como dispositivo de produção de dados, fez-se em três encontros com duas professoras de um Centro de Educação Infantil da Rede pública municipal de São Paulo. Para avivar os encontros-conversas, realizados na própria unidade em que atuam as professoras, foram desenhados três movimentos, de modo que a prosa pudesse fluir sem amarras, mas com intencionalidade: 1) Apresentar-se, com a mediação de cartões postais com obras de artistas negros e negras, visando suscitar primeiras narrativas sobre o trabalho com ERER no berçário; 2) Compartilhar três itens representativos, reveladores do trabalho com a diversidade na sala em que atuam; 3) Partilhar percepções sobre a sala de referência, por meio de fotografias. Os encontros foram gravados, transcritos e textualizados. Como uma continuidade das conversas, foram puxados três fios interpretativos, como chaves de leitura das narrativas: 1) Infâncias e marcas do racismo; 2) Prática docente: passos para uma educação antirracista; 3) Formação docente e dimensão estética. Pelas veredas da sensibilidade, alteridade e dialogicidade, juntando e vivificando vozes-professoras, abriram-se pontos-fios sobre aspectos que necessitam ser (desa)fiados nos contextos da prática docente para (con)fiar a educação para as relações étnio-raciais: entre presenças e ausências de materialidades que possibilitem e fortaleçam o sentimento de pertencimento, de identidade e representatividade das crianças, desde os bebês, negros e negras, as professoras reconhecem que os espaços-ambientes atuam como parceiros na ação pedagógica antirracista; na narrativa das suas histórias, as marcas do racismo velado e explícito, presente no cotidiano, seja dentro ou fora do CEI, foram identificadas e nomeadas; como possibilidades relativas à ERER na Educação Infantil, apontaram a importância do coletivo para o enfrentamento de temas, questões e situações cotidianas, de modo a construir uma educação antirracista; ainda, a formação continuada foi indicada como via potencial para a ampliação dos repertórios docentes, referenciados nas culturas africanas e afro-brasileiras. A dimensão estética é reafirmada: no encontro com a arte, experimentando, vivenciando, maravilhando-se, professores amplificam seus pensares-fazeres, na direção de garantir o enaltecimento da diversidade desde a primeira infância.

PROFESSORAS, CRIANÇAS E NATUREZA: NARRATIVAS DOCENTES DA/NA PANDEMIA

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

Autora: Amanda Lobosco Pinto. Acesse aqui

Palavras-chave: Criança e Natureza; Pandemia; Narrativas autobiográficas docentes; Educação Infantil

Resumo: Como garantir às crianças o contato com a natureza, que é seu direito? Como oportunizar experiências em liberdade, em espaços abertos? Entre a criança e a natureza, certamente há um adulto, que possibilita ou impede sua experiência. No caso da Educação Infantil, o que as professoras teriam a contar, sobre organizar tempos, espaços e experiências junto à natureza, com as crianças, em tempos pandêmicos? Na trilha desses questionamentos, seguiu a pesquisa de mestrado, desenvolvida na Linha de Pesquisa Linguagem, Cultura e Processos Formativos, do PPGEdu da Universidade Federal Fluminense – UFF. O objetivo geral foi mapear experiências de professoras da Educação Infantil pública do município de Niterói, que aproximam crianças e natureza, no contexto da pandemia de covid-19, a partir de suas narrativas. Considerando a importância das narrativas docentes, como fios que tecem a partilha de suas experiências, o diálogo com os pressupostos da pesquisa narrativa, no âmbito das abordagens autobiográficas (Bragança, 2008; Josso, 1999; 2010; Nóvoa, 2009) fundamentou o percurso teórico-metodológico. Tendo em vista o contexto pandêmico, cujos protocolos sanitários impunham o distanciamento físico, a produção de dados foi viabilizada por meio de “conversas pelas janelas virtuais” (Mello, 2021), com professoras de Educação Infantil da Rede Pública de Niterói/RJ. As conversas foram gravadas, transcritas, apresentadas às participantes e, com sua concordância, textualizadas para comporem a dissertação. As narrativas falam da relação com a natureza – nas memórias de infância, na vida pessoal e profissional, na pandemia, com as crianças, na Educação Infantil -, e são apresentadas em conjuntos de pequenas histórias, cuja forma é inspirada nas mônadas de Benjamin (1987). O diálogo com a matéria viva das narrativas lançou luzes para a relação criança, professoras e natureza na pandemia: novas formas de aproximação, entre a escola e as crianças, foram pensadas e experimentadas – na virtualidade, partilhando paisagens e elementos naturais, como os bichos do sítio e as vagens do feijão, por meio de vídeos produzidos e videochamadas; como um ato de resistência e de desobediência pedagógica, a cidade, a praça, o parque, cada cantinho ao ar livre da escola, foram tomados como lugares fundamentais para garantir o direito das crianças à convivência. As experiências de professoras que inserem a natureza como temática e como vivência em seu cotidiano, ousando sair dos muros escolares, guiadas pela consciência da cultura pelo bem viver com o corpo e mente em desejo, alegria e liberdade, são inspiração. Afirmar um modo de convívio amoroso, fundamentado na ética do cuidado, que concebe o ser humano como parte da natureza, é confiar na invenção de outras educações, desfazendo os entraves conceituais e práticos que separam natureza e vida, vida e educação, criança e natureza, docência e experiência.

A CIDADE NA MEMÓRIA: ITINERÁRIOS DE FORMAÇÃO ESTÉTICA DOCENTE

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

Autoras: Graziela Mello e Luciana E. Ostetto. Acesse aqui

Palavras-chave: Formação estética na cidade, Infância e cidade, Formação de professores

Resumo

Neste artigo, analisam-se relações e experiências vividas por um grupo de professoras com a/na cidade, quando crianças, consideradas importantes para a formação de sua sensibilidade estética. Com o aporte teórico-metodológico das abordagens (auto)biográficas, os dados foram produzidos por meio de conversas com cinco professoras de Educação Infantil que atuam na cidade de Niterói, Rio de Janeiro, e que passaram suas infâncias nessa cidade. Dado o contexto pandêmico (covid-19), as conversas foram realizadas via plataforma digital. Na leitura atenta das narrativas partilhadas, as experiências-histórias foram entrelaçadas de modo interpretativo, constituindo fios de sentidos que revelam percursos de formação estética atravessados por diferentes espaços (de arte, de cultura ou com a natureza), intimamente relacionados aos grupos de convívio a que as professoras pertencem. As práticas sociais, como frequentar um clube, brincar o Carnaval, participar de manifestações populares, ir à praia e a parques públicos, são evidenciadas como espaços-tempos potencializadores das experiências estéticas na cidade.

Na escuta de estudantes-professoras: entre memórias e miudezas, retratos de formação estética

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

Autoras: Luciana E. Ostetto e Maria da Assunção Folque. Acesse aqui

Palavras-chave: Narrativas autobiográficas; Formação estética docente; Pesquisa-formação: metodologia; Encontros-ateliê; Memória: infância

RESUMO

A formação estética docente, relacionada a processos, experiências e repertórios que contribuem para alargar a sensibilidade e ampliar as possibilidades de interpretação e de atuação no mundo, é o foco do presente artigo, resultado de investigação realizada com professoras em formação inicial. Situado no campo teórico-metodológico das abordagens autobiográficas, o estudo articulou fundamentos de uma pedagogia da autonomia e práticas artísticas. O trabalho com múltiplas linguagens sustentou os saberes-fazeres de encontros-ateliê, principal dispositivo de geração de dados biográficos, arquitetado para perscrutar a questão: O que marca a educação das sensibilidades de professoras em formação inicial? Caracterizado como espaço para o exercício de rememorar e tecer narrativas de processos formativos, nos encontros-ateliê fez-se uso de artefatos artístico-expressivos, até chegar à escrita narrativa. Os percursos visibilizados indicam que: a formação estética vai sendo tecida, desde a infância, com miudezas, com fios não apenas da arte, mas sobretudo da/na natureza; as experiências estéticas, que conectam sensibilidade e cognição, fazem-se com a presença de figuras de ligação que ajudam a ampliar sentidos e significar a vida pelo afeto. Um aspecto da metodologia também foi ressaltado: a forma e o conteúdo dos encontros-ateliê, apoiando a escuta de professoras em formação por meio de fazeres artísticos-artesanais-corporais, além de validar um singular dispositivo para a pesquisa autobiográfica, legitimam um instrumento de formação que propicia mais do que um conhecimento de si, a prática de si.

CRIANÇAS E NATUREZA: AFINAR SILÊNCIOS, FIAR IMAGINAÇÕES

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

Autoras: Ana Clara Nimrichter e Luciana E. Ostetto. Acesse aqui

Palavras-chave: Criança e natureza; Educação Infantil; Fotografia; Pesquisa com crianças

Ativar sentidos, apurar silêncios e aprender a escutar as múltiplas linguagens das crianças foram princípios-guias da pesquisa que teve por objetivo investigar relações e percepções de crianças com e sobre a natureza. Partindo da observação de suas formas de interação com as áreas verdes disponíveis na instituição de Educação Infantil que frequentavam, este estudo buscou capturar os olhares das crianças sobre a natureza, revelados em fotografias produzidas por elas no processo de pesquisa, ouvindo-as acerca das suas experiências em ambientes naturais e sobre suas produções fotográficas. Os olhares e os saberes de meninos e meninas de 4 a 5 anos de idade, participantes da proposta, emergiram no terreno dialógico da investigação e, como conteúdos narrativos, foram acolhidos e visibilizados por meio de expressões diversas. A despeito do que os adultos (quase) não veem como/na natureza, as crianças enxergam em seus cotidianos pequenas doses de magia, em ângulos inesperados, recheados de cumplicidade entre si. Compondo cantinhos de memória, as crianças vivificam objetos peculiares em interações brincantes com folhas, pedras, terra e água.

Além de um Programa Curricular: a formação estética de professoras/educadoras das infâncias

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

Autoras: Luciana E. Ostetto, Maria Assunção Folque e Isabel Bezelga. Acesse clicando aqui

Palavras-chave: 

Formação Estética. Arte. Narrativas Docentes.

Resumo

As dimensões interculturais implicadas na profissão docente requerem que não se descuide das dimensões estéticas nos cursos de formação de professores e educadores, reconhecendo a necessidade de aprendizagem no campo das linguagens expressivas, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. Perpassando tais questões, o artigo discute dados da investigação que teve entre seus objetivos analisar a presença das dimensões estética e cultural nos currículos de formação docente para a educação infantil e nos percursos de professores em formação inicial da Universidade de Évora (PT). O traçado teórico-metodológico contou com a realização de encontros-ateliês com os estudantes-professores, como espaço-tempo de tecer memórias e narrativas sobre percursos de formação estética. O exercício de rememorar situações que marcaram a educação de sua sensibilidade, mediado pelo contato com múltiplas linguagens ao longo dos encontros-ateliês, projetou narrativas que permitiram-nos identificar elementos-chave dos processos de educação estética ao longo da vida e, com eles, refletir que os cursos de formação docente devem garantir espaço-tempo para experimentação, expressão, criação. Para além de aulas de arte isoladas, a importância de cultivar articuladamente sensibilidade e pensamento, memória e novas experiências, no contato com a natureza, a cultura, a arte, foi referendada.

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