Arquivo da Categoria "Artigos Publicados"

O museu na formação estética docente: Caminhos pela rede

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

Autoras: Luciana E. Ostetto e Simone Bibian

O artigo compõe a edição n° 9 (2025) da Revista Brasileira de Museus e Museologia, p. 117-139. Acesse aqui

Palavras-chave: Educação Museal; Formação Estética de Professores; Educação
Infantil; Podcast; Pandemia.

RESUMO
A concepção de museu de arte como espaço de conhecimento e, também, como espaço privilegiado para a formação estética de professores das infâncias, as abordagens (auto)biográficas e das histórias de vida e de formação e os estudos sobre mediação cultural e formação docente guiaram a pesquisa que dá base a este artigo. Desenvolvida no contexto pandêmico, a investigação privilegiou a escuta de professoras da Educação Infantil e, no diálogo entre educação e arte, foi encaminhada uma proposta de formação estética, denominada “Olhares Múltiplos: ateliê artístico e poético”. Respondendo aos desafios do distanciamento pandêmico, a referida proposta de formação foi desenvolvida online, por meio de dispositivos de mídia digital (podcast) e utilização das redes sociais, e teve como fio condutor o acervo de arte de um museu, acessado remotamente. Este artigo apresenta o processo e as narrativas docentes, os quais contribuem para perspectivar outras abordagens formativas, tecidas com o museu, pelas redes.

A CIDADE NA MEMÓRIA: ITINERÁRIOS DE FORMAÇÃO ESTÉTICA DOCENTE

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

Autoras: Graziela Mello e Luciana E. Ostetto. Acesse aqui

Palavras-chave: Formação estética na cidade, Infância e cidade, Formação de professores

Resumo

Neste artigo, analisam-se relações e experiências vividas por um grupo de professoras com a/na cidade, quando crianças, consideradas importantes para a formação de sua sensibilidade estética. Com o aporte teórico-metodológico das abordagens (auto)biográficas, os dados foram produzidos por meio de conversas com cinco professoras de Educação Infantil que atuam na cidade de Niterói, Rio de Janeiro, e que passaram suas infâncias nessa cidade. Dado o contexto pandêmico (covid-19), as conversas foram realizadas via plataforma digital. Na leitura atenta das narrativas partilhadas, as experiências-histórias foram entrelaçadas de modo interpretativo, constituindo fios de sentidos que revelam percursos de formação estética atravessados por diferentes espaços (de arte, de cultura ou com a natureza), intimamente relacionados aos grupos de convívio a que as professoras pertencem. As práticas sociais, como frequentar um clube, brincar o Carnaval, participar de manifestações populares, ir à praia e a parques públicos, são evidenciadas como espaços-tempos potencializadores das experiências estéticas na cidade.

Na escuta de estudantes-professoras: entre memórias e miudezas, retratos de formação estética

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

Autoras: Luciana E. Ostetto e Maria da Assunção Folque. Acesse aqui

Palavras-chave: Narrativas autobiográficas; Formação estética docente; Pesquisa-formação: metodologia; Encontros-ateliê; Memória: infância

RESUMO

A formação estética docente, relacionada a processos, experiências e repertórios que contribuem para alargar a sensibilidade e ampliar as possibilidades de interpretação e de atuação no mundo, é o foco do presente artigo, resultado de investigação realizada com professoras em formação inicial. Situado no campo teórico-metodológico das abordagens autobiográficas, o estudo articulou fundamentos de uma pedagogia da autonomia e práticas artísticas. O trabalho com múltiplas linguagens sustentou os saberes-fazeres de encontros-ateliê, principal dispositivo de geração de dados biográficos, arquitetado para perscrutar a questão: O que marca a educação das sensibilidades de professoras em formação inicial? Caracterizado como espaço para o exercício de rememorar e tecer narrativas de processos formativos, nos encontros-ateliê fez-se uso de artefatos artístico-expressivos, até chegar à escrita narrativa. Os percursos visibilizados indicam que: a formação estética vai sendo tecida, desde a infância, com miudezas, com fios não apenas da arte, mas sobretudo da/na natureza; as experiências estéticas, que conectam sensibilidade e cognição, fazem-se com a presença de figuras de ligação que ajudam a ampliar sentidos e significar a vida pelo afeto. Um aspecto da metodologia também foi ressaltado: a forma e o conteúdo dos encontros-ateliê, apoiando a escuta de professoras em formação por meio de fazeres artísticos-artesanais-corporais, além de validar um singular dispositivo para a pesquisa autobiográfica, legitimam um instrumento de formação que propicia mais do que um conhecimento de si, a prática de si.

CRIANÇAS E NATUREZA: AFINAR SILÊNCIOS, FIAR IMAGINAÇÕES

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

Autoras: Ana Clara Nimrichter e Luciana E. Ostetto. Acesse aqui

Palavras-chave: Criança e natureza; Educação Infantil; Fotografia; Pesquisa com crianças

Ativar sentidos, apurar silêncios e aprender a escutar as múltiplas linguagens das crianças foram princípios-guias da pesquisa que teve por objetivo investigar relações e percepções de crianças com e sobre a natureza. Partindo da observação de suas formas de interação com as áreas verdes disponíveis na instituição de Educação Infantil que frequentavam, este estudo buscou capturar os olhares das crianças sobre a natureza, revelados em fotografias produzidas por elas no processo de pesquisa, ouvindo-as acerca das suas experiências em ambientes naturais e sobre suas produções fotográficas. Os olhares e os saberes de meninos e meninas de 4 a 5 anos de idade, participantes da proposta, emergiram no terreno dialógico da investigação e, como conteúdos narrativos, foram acolhidos e visibilizados por meio de expressões diversas. A despeito do que os adultos (quase) não veem como/na natureza, as crianças enxergam em seus cotidianos pequenas doses de magia, em ângulos inesperados, recheados de cumplicidade entre si. Compondo cantinhos de memória, as crianças vivificam objetos peculiares em interações brincantes com folhas, pedras, terra e água.

Além de um Programa Curricular: a formação estética de professoras/educadoras das infâncias

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

Autoras: Luciana E. Ostetto, Maria Assunção Folque e Isabel Bezelga. Acesse clicando aqui

Palavras-chave: 

Formação Estética. Arte. Narrativas Docentes.

Resumo

As dimensões interculturais implicadas na profissão docente requerem que não se descuide das dimensões estéticas nos cursos de formação de professores e educadores, reconhecendo a necessidade de aprendizagem no campo das linguagens expressivas, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. Perpassando tais questões, o artigo discute dados da investigação que teve entre seus objetivos analisar a presença das dimensões estética e cultural nos currículos de formação docente para a educação infantil e nos percursos de professores em formação inicial da Universidade de Évora (PT). O traçado teórico-metodológico contou com a realização de encontros-ateliês com os estudantes-professores, como espaço-tempo de tecer memórias e narrativas sobre percursos de formação estética. O exercício de rememorar situações que marcaram a educação de sua sensibilidade, mediado pelo contato com múltiplas linguagens ao longo dos encontros-ateliês, projetou narrativas que permitiram-nos identificar elementos-chave dos processos de educação estética ao longo da vida e, com eles, refletir que os cursos de formação docente devem garantir espaço-tempo para experimentação, expressão, criação. Para além de aulas de arte isoladas, a importância de cultivar articuladamente sensibilidade e pensamento, memória e novas experiências, no contato com a natureza, a cultura, a arte, foi referendada.

Texturas da prática: narrativas de uma pedagoga sobre arte na formação docente

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

OSTETTO, Luciana Esmeralda. Texturas da prática: narrativas de uma pedagoga sobre arte na formação docente. Revista GEARTE[S. l.], v. 8, n. 2, 2021. DOI: 10.22456/2357-9854.117514. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/gearte/article/view/117514.

Palavras-chave: 

Educação e arte. Formação estética docente. Narrativas autobiográficas. Formação de professores. Curso de Pedagogia.

Resumo

Como um mapa de saberes-fazeres desenhado com as marcas da memória de uma pedagoga, o artigo fala sobre experiências fertilizadas no encontro da educação com a arte, pelos territórios da docência e da pesquisa. A matéria advinda da rememoração de tempos, espaços, repertórios e práticas que constituem a história de formação e atuação profissional da autora dá a ver concepções e princípios sobre a presença da arte nos cursos de formação de professores, particularmente no curso de Pedagogia. Uma direção assumida no mapa traçado: a necessidade de desenhos curriculares que respeitem e acolham o professor em sua inteireza, que ofereçam espaço para a criação e a narrativa de si.

PELAS JANELAS VIRTUAIS: HISTÓRIAS DE ARTE E FORMAÇÃO FIADAS NA QUARENTENA

Postado por Coordenação FIAR em 20/dez/2025 - Sem Comentários

OSTETTO, Luciana; BRITO-SILVA, Greice; BIBIAN, Simone; MAIA, Marta.

Acesse clicando aqui

Palavras-chave: Formação Estética. Educação Antirracista. Museu e Educação. Arte e Pandemia. Curadoria Virtual.

Resumo

Este artigo narra e analisa o movimento de ocupação-formação virtual produzido por um grupo de pesquisa que tematiza arte, infância e formação docente e que, no contexto pandêmico, perguntou-se: Seria possível tecer encontros de sensibilidades no distanciamento, na virtualidade? Apostando que sim, na página do grupo no Facebook, foi criada uma ação que, no diálogo com a arte, propunha diariamente publicações-convites para sentir-pensar-fazer. A organização das propostas exigiu o exercício de curadoria, compreendida como ação de selecionar e de organizar forma e conteúdo da publicação, o que implica pesquisar repertórios e teorias, assim como definir critérios para as escolhas. O acesso às publicações deu-se majoritariamente por professoras de Educação Infantil, que interagiam na página deixando-se provocar nos modos de olhar e revelavam esses movimentos nas narrativas compartilhadas. O percurso experimentado indicou não só a pertinência, mas também a urgência de se fazer formação reinventando tempos e espaços, acolhendo desafios e incertezas.

Caminhar com as crianças: Exercício de liberdade ao encontro do território artístico-cultural da periferia paulistana

Postado por Coordenação FIAR em 16/nov/2025 - Sem Comentários

VILELA GOMES, Laís; OSTETTO, Luciana Esmeralda. Caminhar com as crianças:: exercício de liberdade ao encontro do território artístico-cultural da periferia paulistana. Revista Teias, Rio de Janeiro, v. 26, n. 81, 2025

Palavras-chave: crianças e território, prática docente, caminhar como ato estético, narrativas autobiográficas

Resumo

Como um desdobramento da pesquisa que colocou em diálogo educação infantil, arte, cultura e formação docente no território do extremo leste da cidade de São Paulo, este artigo visibiliza narrativas de práticas docentes que ultrapassam os muros da escola e caminham com as crianças ao (re)encontro com a arte e a cultura na periferia paulistana. Assumindo o caminhar como ato estético (Labbucci, 2013) e as abordagens (auto)biográficas (Bragança, 2018; Delory-Momberger, 2012; Josso, 2004) como mapas para o percurso teórico-metodológico, seguiu-se pelos caminhos da memória para localizar e organizar (guar)dados – como registros escritos, peças audiovisuais e fotografias – que contam histórias de experiências estéticas compartilhadas com crianças de uma Escola Municipal de Educação Infantil, no bairro Cidade Tiradentes, entre 2015 e o início de 2021. A caminhada, por veredas físicas e da memória, possibilitou a composição de um inventário poético, no qual as belezas do fundão da periferia da Zona Leste foram amplificadas, com a intensidade de encontros que só o andarilhar no território educativo-cultural, com as crianças, poderia oferecer. No inventário, constituído com imagens e palavras, elementos de um projeto de formação estética são enunciados, reafirmando que a arte, na Educação Infantil, precisa ter a força da formação estética, (con)fiada na escuta – das crianças e do território.

Experiências telúricas na educação infantil: rastros da documentação pedagógica [Relato de experiência]

Postado por Coordenação FIAR em 16/nov/2025 - Sem Comentários

CALLAI, Cristiana; MALTOS, Miriam; FERNANDES, Stéfany. Experiências telúricas na Educação Infantil: Rastros da documentação pedagógica. Zero-a-seis, Florianópolis, v. 25, n. 48, p. 1078-1093, jul./dez. 2023.

Palavras-chave: Registro, Documentação Pedagógica, Educação Infantil

Resumo
Este relato de experiência busca refletir sobre o ato do registro do educador da Educação Infantil, uma escrita permeada por suas observações e com suas provocações sobre as vivências junto às crianças de uma escola pública do município de Niterói/RJ, com crianças na faixa etária de 3 a 5 anos. Destacamos o registro escrito e fotográfico das interações das crianças com a argila e as sensações que foram manifestadas na experiência sensorial como possibilidade de partilhar o vivido, contextualizando a narrativa, mas também projetando situações pedagógicas desafiadoras, visto que a revisitação do cotidiano vivido junto às crianças é fundamental para refletir sobre o passado, e repensar as próximas ações, ou seja, planejar. Nesse processo, avaliar a organização do trabalho pedagógico aparece como uma das práticas essenciais da docência. Como recorte metodológico utilizamos a pesquisa narrativa (auto) biográfica em educação.

OCUPAÇÃO VIRTUAL: DA FIAÇÃO DE PROPOSTAS À TRAMA ANTIRRACISTA

Postado por Coordenação FIAR em 29/out/2025 - Sem Comentários

DE MELLO, GRAZIELA FERREIRA; SILVA, Greice Duarte de Brito; NEVES, Maria Helena Helena Dantas dos Santos. OCUPAÇÃO VIRTUAL: DA FIAÇÃO DE PROPOSTAS À TRAMA ANTIRRACISTARevista Interinstitucional Artes de Educar[S. l.], v. 7, n. 1, p. 571–585, 2021

O presente texto apresenta a ocupação virtual desenvolvida por três fiandeiras-pesquisadoras, entre maio e setembro de 2020, na ação “Fiar com o FIARi na quarentena”. Realizada na página do grupo de pesquisa no Facebook, comoalternativa para suscitar o diálogo com professores e interlocutores diversos em tempos de suspensão, durante a crise da COVID-19. Da proposta “Fiar com propostas de educação antirracista”, destaca-se o papel da curadoria educativa e das narrativas (auto) biográficas como possibilidade de formação e ampliação de repertórios. Na direção de pedagogias vitais, a curadoria de conteúdo e forma inspirou outras estratégias interativas, ajudando a ressignificar afetos individuais e coletivos, tão importantes no caminho de engajamento contra o racismo.

Inscrito no diretório do CNPq como FIAR – Círculo de Estudo e Pesquisa Formação de professores, Infância e Arte. http://fiar.sites.uff.br/

Palavras-chave: educação antirracista, arte e pandemia, curadoria virtual

Copyright 2026 - STI - Todos os direitos reservados

Translate »